ser criança
entrar na dança
ter sempre esperança
ser
saber
não ter
olhar no fundo
e ver o raso
diante de um pouco que nos foi dado
acreditar naquilo
que se quer
sem medo de perder a si mesmo.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Lugar de um só
porque olhar?
se sabe que não esta ali
porque sonhar?
se um dia vai acordar
porque beijar?
se um dia vai acabar
porque viver?
se um dia irá morrer
...esperança !!
...isso me basta...
se sabe que não esta ali
porque sonhar?
se um dia vai acordar
porque beijar?
se um dia vai acabar
porque viver?
se um dia irá morrer
...esperança !!
...isso me basta...
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Memória vazia não traz felicidade
A memória sempre nos trai e nos leva para horizontes que jamais pisamos e de
lá nos arremessa no precipício afora. Ela nos faz imaginar coisas que jamais
vivemos, e somente quando comparamos as memórias nossas com a de outros que
viveram o mesmo momento é que encontramos as diferenças. Nós criamos muitas
vezes algo que não existiu exatamente daquela forma.
Então, será que tudo o que imaginamos ter ocorrido, não é mero fruto da transformação de nossos desejos? O primeiro beijo, o primeiro pedaço de bolo de chocolate, a primeira perda...será que são realmente daquela forma que nossa memória registrou com tanta força em nossa mente e em nosso coração?
Lembro-me de fatos recentes com dificuldade, parece que o tempo passa rápido demais, mas ao mesmo tempo não consigo registra-lo com tanta clareza como as memórias de passados mais antigos. Lembranças da infância, das descobertas, do vento no topo das arvores...lembro do primeiro amor, e sem saber o que tinha me atingido, não parava de pensar na menina que nem sabia o nome. Parecia uma doença, um vírus que havia me contaminado, e sem saber a cura, apenas sonhava com um beijo, um toque, um trocar de palavras, para que pudesse ouvir sua doce voz.
O tempo passou e outros amores chegaram, um beijo escondido, outro roubado, outro perdido para sempre. Quer maior saudade do que o beijo que você nunca se teve, da boca que jamais tocou, da pele que jamais sentiu? Sim, o desejo é o criador supremo da saudade de algo que jamais aconteceu.
Nisso retomo a questão da memória, que mistura esse desejo inexistente com a realidade longínqua e dai não sabemos direito o que foi tocado ou apenas imaginado tocar. Somos falsetes que idealizam momentos únicos. Quantas vezes você não desejou estar perto de alguém, apenas para roubar um naco de perfume, um toque involuntário de pernas, um suspiro suave, que perto do ouvido marcou para sempre sua imaginação.
Pequenos e deliciosos momentos, que sexo, drogas ou dinheiro algum pode fazer acontecer ou trazer de volta.
Viver feliz é um pouco disso, garimpar sensações sinceras, guardando no depósito da alma para poder usar nos momento de dor, de solidão e abandono. É fazer como o camelo, que tem sua reserva de gordura para momentos de falta, e dela se alimenta para não perecer no calor do deserto.
Existem momentos que estamos nesse deserto, mesmo que rodeados de festa e falsa alegria. Nesses momentos quero beber da corcova da memória, que um dia guardei com carinho e que para sempre há de me alimentar da mais pura felicidade.
Então, será que tudo o que imaginamos ter ocorrido, não é mero fruto da transformação de nossos desejos? O primeiro beijo, o primeiro pedaço de bolo de chocolate, a primeira perda...será que são realmente daquela forma que nossa memória registrou com tanta força em nossa mente e em nosso coração?
Lembro-me de fatos recentes com dificuldade, parece que o tempo passa rápido demais, mas ao mesmo tempo não consigo registra-lo com tanta clareza como as memórias de passados mais antigos. Lembranças da infância, das descobertas, do vento no topo das arvores...lembro do primeiro amor, e sem saber o que tinha me atingido, não parava de pensar na menina que nem sabia o nome. Parecia uma doença, um vírus que havia me contaminado, e sem saber a cura, apenas sonhava com um beijo, um toque, um trocar de palavras, para que pudesse ouvir sua doce voz.
O tempo passou e outros amores chegaram, um beijo escondido, outro roubado, outro perdido para sempre. Quer maior saudade do que o beijo que você nunca se teve, da boca que jamais tocou, da pele que jamais sentiu? Sim, o desejo é o criador supremo da saudade de algo que jamais aconteceu.
Nisso retomo a questão da memória, que mistura esse desejo inexistente com a realidade longínqua e dai não sabemos direito o que foi tocado ou apenas imaginado tocar. Somos falsetes que idealizam momentos únicos. Quantas vezes você não desejou estar perto de alguém, apenas para roubar um naco de perfume, um toque involuntário de pernas, um suspiro suave, que perto do ouvido marcou para sempre sua imaginação.
Pequenos e deliciosos momentos, que sexo, drogas ou dinheiro algum pode fazer acontecer ou trazer de volta.
Viver feliz é um pouco disso, garimpar sensações sinceras, guardando no depósito da alma para poder usar nos momento de dor, de solidão e abandono. É fazer como o camelo, que tem sua reserva de gordura para momentos de falta, e dela se alimenta para não perecer no calor do deserto.
Existem momentos que estamos nesse deserto, mesmo que rodeados de festa e falsa alegria. Nesses momentos quero beber da corcova da memória, que um dia guardei com carinho e que para sempre há de me alimentar da mais pura felicidade.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Toque
Um toque seu e lá se vão minhas dores
a memória se renova
e já não sofro mais
Um toque seu e a verdade da vida
soa como sino em
dia de festa
Um toque seu e o passado outrora triste
revive apenas aquilo que vale
a pena lembrar
Um toque seu e já sou eterno
no vale da esperança
onde nada jamais ira perecer
Um leve toque de seus dedinhos
e a felicidade do amor
preenche cada poro desse velho pai !!
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Juro
Juro
Não dizer “te amo” antes da hora
Pois pela hora que tenho
Sois amor sempre
Juro
Não pedir sua mão
Enquanto meu coração
Não sintonizar com o seu
Juro
Não te abandonar a alma
Mesmo que o corpo
Possa estar ausente
Juro
Para sempre amar
Sem medo
Da despedida
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Rota da vida
Não são as palavras que escrevo
nem os filmes que assisto
muito menos os passos de meu dançar
A jornada é feita
aceita e desenhada
por eu sempre amar
As lembranças,
as dores,
os caminhos por andar
Viver é isso, tomar para si
cada linha de um roteiro
que jamais saberemos como irá terminar.
nem os filmes que assisto
muito menos os passos de meu dançar
A jornada é feita
aceita e desenhada
por eu sempre amar
As lembranças,
as dores,
os caminhos por andar
Viver é isso, tomar para si
cada linha de um roteiro
que jamais saberemos como irá terminar.
sábado, 17 de novembro de 2012
Verdade seja dita
Verdadeiro nas ações e transparente nos pensamentos
num mundo tão transitório e fútil
desafios dos corajosos
que não temem a mais completa solidão
viver hoje é isso
arriscar-se em dizer não
perante um mundo que diz sim a tudo
sem perdão nem compaixão
ouvir, sentir, falar
ninguém quer te ver
ser único em tempos de vários
é ser fraco herói perante a fortaleza dos covardes
num mundo tão transitório e fútil
desafios dos corajosos
que não temem a mais completa solidão
viver hoje é isso
arriscar-se em dizer não
perante um mundo que diz sim a tudo
sem perdão nem compaixão
ouvir, sentir, falar
ninguém quer te ver
ser único em tempos de vários
é ser fraco herói perante a fortaleza dos covardes
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