Sempre acreditei que a maneira como vemos as coisas é que nos torna únicos.
Dentro desse contexto, além de determinar nossa identidade como pessoas
complexas e originais, o jeito que vemos as coisas determina nossa capacidade
de ser otimista ou pessimista.
Quando o ano termina, essa capacidade de ver nossas realizações pelo lado
positivo é o que determina as energias para um ano que começa. Se olharmos para
o que passamos no ano que finda com alegria, ponderando nossas falhas, mas
acreditando que fizemos o melhor, temos grandes chances de alcançar nossos
sonhos no novo ano.
Mas se pensarmos apenas nas crises, nas falhas nossas e dos outros, na raiva
que temos de um ou de outro, nas perdas, nas derrotas, começaremos um ano muito
pesado e com muita energia negativa.
Estar vivo é cometer erros. Como dizem os sábios “só não erra quem não tenta
ou já morreu”. Saber dar a volta nas falhas e começar de novo é um dom que o
ser humano possui e que precisa usar sempre.
O ano que passou foi meu ano “um”. Aquele que tive de aprender tudo de novo.
Aprender a morar com desconhecidos, aprender a partilhar meu filho, aprender a
ter paciência, desprender de bens materiais, aprender de novo a ser só.
Não posso dizer que foi fácil, mas aprendi muito e tive muitas pessoas que
me ajudaram...algumas perto, outras longe e muitas virtuais.
Quando se tem pouco, se valoriza muito. E é isso que tenho hoje...pouco, mas
tudo com muito amor e dedicação.
No ano que nasce, acredito que estarei pronto para colher minha semeadura.
Estarei pronto para ser quem desejo ser. Estarei pronto para ousar na medida de
meus sonhos, sem medos tolos, sem mesquinharias e com grandes esperanças de
novas portas que vão se abrir para meus desejos, meus prazeres e um novo e
eterno amor...mas, eterno enquanto dure...é claro !!!
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Eu não sou cachorro não
As canções de amor relatam sempre o desejo insaciado de um poeta mal amado.
Mas o que seria então das canções sofridas de amor se esses poetas pudessem ter
ao seu alcance, sempre o seu grande amor?
Não existiriam!! Não alimentariam de dor e esperanças outros amantes tão sofridos como o poeta. A dor cria, alimenta e nos dá frutos, mesmo que sem buscar esse fim.
Na dor de alguém que perdemos, mora uma saudade que jamais iremos abrandar. Ela só aumenta e nos descontrola. Ela só realça aquilo que não temos mais ou que nunca tivemos.
Mas a saudade tem um lado menos negro. Não é que seja plenamente bom ou saudável, mas ela alimenta algo que não esta dentro da felicidade. Ela alimenta um sonho, um desejo de que o alguém que perdemos um dia ira voltar, seja nessa ou em outra vida, mas vai voltar.
Esperamos ansiosos, como aquele cachorrinho abandonado pelo dono na beira da estação, cada ônibus que chega é uma nova esperança que o dono volte. E lá ficamos nós abanando o rabo em cada telefone que toca, cada email que chega, cada torpedo recebido. Em vão.
A pessoa amada não volta. Ficamos tristes, mas pensamos: Ela deve estar sofrendo como nós. Mas não se engane...ela não esta. A saudade fez isso por nós. Criou essa fantasia, criou esse completo engano, onde a fantasia do cachorro na estação existe e o dono não voltará, pois ele te abandonou de propósito e sem remorso.
Nessas horas, temos de ser fortes, sacudir a poeira, parar de balançar a calda para qualquer um de mala na mão e procurar outro alguém, sem pressa e sem medo.
Difícil? Sim, muito difícil...difícil até de escrever que é difícil. Mas possível!!!
Escreva uma canção de amor, um poema, ou apenas ouça ou leia algum que possa te fazer sentir mais igual a outros com o mesmo problema.
Sim, é uma terapia coletiva ouvir uma musica de corno, ou de alguém que jamais veremos de novo, pois sabemos que quem escreveu também sofreu do mesmo que nós, e assim fica mais fácil aceitar o que se passou.
Musica de corno é a melhor terapia já criada para nossa alma. Tanto que vende como água e delas precisamos muito para nossa sanidade mental.
Todos que já ousaram amar passaram por isso. Pois amar é um risco, dos maiores que podemos ter nessa vida. Mas sem o amor, tudo fica pálido, sem sal, sem açúcar, sem medos e sem vitórias.
Bendito o corno que se levanta e vai a luta. Bendito o mal amado que não teme começar tudo de novo. Bendito o que vem em nome de um novo e inseguro amor.
Amém.
Não existiriam!! Não alimentariam de dor e esperanças outros amantes tão sofridos como o poeta. A dor cria, alimenta e nos dá frutos, mesmo que sem buscar esse fim.
Na dor de alguém que perdemos, mora uma saudade que jamais iremos abrandar. Ela só aumenta e nos descontrola. Ela só realça aquilo que não temos mais ou que nunca tivemos.
Mas a saudade tem um lado menos negro. Não é que seja plenamente bom ou saudável, mas ela alimenta algo que não esta dentro da felicidade. Ela alimenta um sonho, um desejo de que o alguém que perdemos um dia ira voltar, seja nessa ou em outra vida, mas vai voltar.
Esperamos ansiosos, como aquele cachorrinho abandonado pelo dono na beira da estação, cada ônibus que chega é uma nova esperança que o dono volte. E lá ficamos nós abanando o rabo em cada telefone que toca, cada email que chega, cada torpedo recebido. Em vão.
A pessoa amada não volta. Ficamos tristes, mas pensamos: Ela deve estar sofrendo como nós. Mas não se engane...ela não esta. A saudade fez isso por nós. Criou essa fantasia, criou esse completo engano, onde a fantasia do cachorro na estação existe e o dono não voltará, pois ele te abandonou de propósito e sem remorso.
Nessas horas, temos de ser fortes, sacudir a poeira, parar de balançar a calda para qualquer um de mala na mão e procurar outro alguém, sem pressa e sem medo.
Difícil? Sim, muito difícil...difícil até de escrever que é difícil. Mas possível!!!
Escreva uma canção de amor, um poema, ou apenas ouça ou leia algum que possa te fazer sentir mais igual a outros com o mesmo problema.
Sim, é uma terapia coletiva ouvir uma musica de corno, ou de alguém que jamais veremos de novo, pois sabemos que quem escreveu também sofreu do mesmo que nós, e assim fica mais fácil aceitar o que se passou.
Musica de corno é a melhor terapia já criada para nossa alma. Tanto que vende como água e delas precisamos muito para nossa sanidade mental.
Todos que já ousaram amar passaram por isso. Pois amar é um risco, dos maiores que podemos ter nessa vida. Mas sem o amor, tudo fica pálido, sem sal, sem açúcar, sem medos e sem vitórias.
Bendito o corno que se levanta e vai a luta. Bendito o mal amado que não teme começar tudo de novo. Bendito o que vem em nome de um novo e inseguro amor.
Amém.
Impossibilidades de um jovem poeta
hoje te vi novamente
linda e tão reluzente
difícil escrever e descrever o que vi
talvez somente um anjo possa
num segundo seguinte, veio um lindo sorriso seu
e mesmo sincero, não era para mim
tratei então de rouba-lo
e guarda-lo para sempre no meu baú do amor sem fim
linda e tão reluzente
difícil escrever e descrever o que vi
talvez somente um anjo possa
num segundo seguinte, veio um lindo sorriso seu
e mesmo sincero, não era para mim
tratei então de rouba-lo
e guarda-lo para sempre no meu baú do amor sem fim
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Sal da vida
quando nada tenho a dizer
ficar quieto é um dom
como acertar no tempero de sal
mas meu ego quer ser maior
quer ser unico
quer ser o tal
ele ri
se diverte
é puro carnaval
mas quando esta perto de você
ele perde o rumo
se cala e me dou mal
enfim é mais forte que eu
viver te esperando
aguardando um pequeno e simples sinal
ficar quieto é um dom
como acertar no tempero de sal
mas meu ego quer ser maior
quer ser unico
quer ser o tal
ele ri
se diverte
é puro carnaval
mas quando esta perto de você
ele perde o rumo
se cala e me dou mal
enfim é mais forte que eu
viver te esperando
aguardando um pequeno e simples sinal
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