Sempre acreditei que a maneira como vemos as coisas é que nos torna únicos.
Dentro desse contexto, além de determinar nossa identidade como pessoas
complexas e originais, o jeito que vemos as coisas determina nossa capacidade
de ser otimista ou pessimista.
Quando o ano termina, essa capacidade de ver nossas realizações pelo lado
positivo é o que determina as energias para um ano que começa. Se olharmos para
o que passamos no ano que finda com alegria, ponderando nossas falhas, mas
acreditando que fizemos o melhor, temos grandes chances de alcançar nossos
sonhos no novo ano.
Mas se pensarmos apenas nas crises, nas falhas nossas e dos outros, na raiva
que temos de um ou de outro, nas perdas, nas derrotas, começaremos um ano muito
pesado e com muita energia negativa.
Estar vivo é cometer erros. Como dizem os sábios “só não erra quem não tenta
ou já morreu”. Saber dar a volta nas falhas e começar de novo é um dom que o
ser humano possui e que precisa usar sempre.
O ano que passou foi meu ano “um”. Aquele que tive de aprender tudo de novo.
Aprender a morar com desconhecidos, aprender a partilhar meu filho, aprender a
ter paciência, desprender de bens materiais, aprender de novo a ser só.
Não posso dizer que foi fácil, mas aprendi muito e tive muitas pessoas que
me ajudaram...algumas perto, outras longe e muitas virtuais.
Quando se tem pouco, se valoriza muito. E é isso que tenho hoje...pouco, mas
tudo com muito amor e dedicação.
No ano que nasce, acredito que estarei pronto para colher minha semeadura.
Estarei pronto para ser quem desejo ser. Estarei pronto para ousar na medida de
meus sonhos, sem medos tolos, sem mesquinharias e com grandes esperanças de
novas portas que vão se abrir para meus desejos, meus prazeres e um novo e
eterno amor...mas, eterno enquanto dure...é claro !!!

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