Escrever é algo que também doi. Pensar em algo que machuca e colocar no "papel" digital da tela na net doi duas vezes.
Queria enterrar o que sinto. Deixar bem la no fundo da alma, de um jeito que eu mesmo não possa ver. Devia existir um botão de liga/desliga no nosso pensamento. Colocar um basta naquilo que não podemos ter agora e pensar só em coisas boas. Porque será que é tão dificil esquecer coisas que machucam? hoje não é um bom dia para sentir tamanha dor. Quando pensamos no que tinhamos e não davamos valor, a vontade é de chorar as lagrimas mais doliridas da alma. Pensar nas pessoas que nos amaram de verdade e não estão mais aqui, pensar no carinho gratuito que nos foi dado a vida toda e que agora parou. Dói demais as vezes viver.
Deveria não colocar tamanho sentimento triste em meus escritos, mas achei que a dor iria melhorar. Mas não melhorou, apenas sei mais do que nunca que os sentimentos não nos pertencem, devem ser de algum modo controlados por anões loucos, chifrudos e demoniacos, que se divertem com nosso sofrimento.
Eles devem ter controle sobre a mais pura lembrança de amor e depois a confrontam com a solidão atual, destruindo toda esperança que um dia possa reinar numa mente normal.
Já não sei como escapar dessa armadilha dos anões demoniacos do coração. Talvez uma poção anti-anão demoniaco faça efeito, mas ela deve ser cara demais, e além de mal amado estou um pouco pobre também.
Antes que a escrita se transforme em lamúria vou parar por aqui. Pensar em escrever não foi boa idéia, não foi nem de perto uma idéia que me fizesse ter algumas esperanças.
Melhor eu acreditar logo em algo maior, senão mais e mais anões estarão rindo desse pobre e dolorido escritor.
"O homem que não crê nele mesmo, jamais poderá criticar aqueles que dele duvidam" - Geraldo Lima

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