somos reflexos de nossas eternas perdas
criaturas de nossos desejos
escravos de alegrias congeladas em sonhos
e do amor que cultivamos em terreno arenoso
vem então a tempestade e leva tudo
transbordando então a barragem da tristeza
que nos inunda com a sombra negra da solidão
e nos consola com pedaços de chocolate amargo
somos assim, algo que não queremos ser
temos vontades que nunca saciamos
sonhos que não ousamos
e beijos que apenas invejamos em filmes do Godard
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