domingo, 12 de maio de 2013

Madre de Dios

Mãe...
esperança sem medo,
dedicação sem cobrança,
amor sem fim !

tesouro precioso,
que muitos não dão o devido valor,
até que o mesmo esteja enterrado no mar das lembranças !

ser milagroso,
que apesar de pecadora para o mundo,
serás sempre divina para mim !!!


Mãe: Saudades sem fim, amor sem igual

Se minha mãe viva estivesse
com certeza estaria me dizendo nesse dia das mães ela não precisava de presente
que apenas minha presença era sua alegria.

Mas ela partiu,
não tenho mais aquela voz doce a me animar, me dizendo que o mundo é bom... apesar das dificuldades.

Ela não esta mais aqui,
mas sua voz ainda permanece em minha alma
dizendo que "é preciso ter limites meu filho..."
ou "não chore, mamãe esta aqui...", e ainda "tenha fé, Deus e a mamãe nunca vão te abandonar !!!"

Mãe, preciosa dádiva de Deus,
quem tem precisa dar valor,
respeitar a idade, os valores diferentes, as "picuinhas" e "manias" que são sequelas de quem já sofreu muito !

Quem tem, precisa dar uma abraço, um beijo e prestar atenção no que elas dizem,
pois como minha linda mãezinha dizia..."aproveite essa velhinha enquanto pode, pois mamãe não vai viver para sempre meu filho ..."

Pois é, ainda bem que eu aproveitei o que eu pude...

Mas nunca é o bastante não é?...

Todos os dias eu me lembro de algo dela...todos os dias...

Saudades...eternas saudades !!!!





sábado, 4 de maio de 2013

Silêncio em dó maior

no silêncio de um olhar cativante
quais mistérios tenho para adivinhar?

não sou forte como vidente
mas saber não ouvir pode ganhar

e sem barulho e nem dó
com um pouco de fé é mais fácil sonhar

acredito na vida e seus caminhos
pois nesse silêncio vitorioso vejo um amor singular.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Idade da sabedoria

saber perder
sem se arrepender

saber vencer
sem achar que será para sempre

saber arriscar
sem medo de perder ou de vencer

saber dar
sem esperar nada em troca

saber chorar
sem ninguém ver

saber sorrir
de sua própria burrice

saber esperar
que dia melhores virão


sabedorias da idade...


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ser alguém para ti

copiar sua face em meu coração
fazendo de ti uma esperança maior
onde o tempo não passa
e a alegria viverá sem parar

ser alguém para ti
ser sua foto de cabeceira
é muito, é tudo que sempre quis
não posso parar de sonhar

querer é sofrer
sem saber se um dia vai acabar
falta de quem um dia
me perdeu sem pensar

quero pensar na solidão
como algo sem coração
e lá bem fundo
irei me ver em seu olhar


sábado, 5 de janeiro de 2013

Abelha no pé



Hoje uma abelha pousou em meu pé. Não quis mata-la, pois sou contra matar qualquer ser vivo sem um motivo maior (só uma ressalva: Pernilongos não fazem parte dessa regra). Entenda “motivo maior” como sobrevivência minha ou dos que me cercam. Pode parecer uma visão um tanto “fria e calculista”, mas reflete o que a maioria de nós faz sem pensar. Matamos formigas, abelhas, pernilongos (esses sempre), bactérias, vírus, bois, galinhas, avestruz e outros bichos, para defesa ou alimentação.

Mesmo que não matemos com nossas próprias mãos, fazemos parte do processo de morte que cercam a cadeia alimentar, só que “terceirizamos” a punhalada final e o dilaceramento dos bichos para aqueles que têm coragem ou necessidade para tanto. 

Não sou vegetariano e tão pouco defensor “xiita” de animais, mas se fosse para matar com as próprias mãos um animal para comer, com certeza seria vegetariano convicto.
Bom, depois dessa explanação, vocês viram que na verdade sou um “carnívoro covarde” e que uso de outros para obter o prazer do alimento fácil e suculento na mesa. Triste, mas é o que a maioria de nós é:  um “consumidor voraz”, mesmo sem querer.

Mas qual a diferença entre esmagar sem querer uma formiga, ou comer “sem saber” um animal que veio da “terra do nunca” do supermercado?

Somos na essência predadores. Como toda natureza é. Diariamente animais devoram outros animais para sobreviver, sem dó, pois na cadeia alimentar essa palavra não existe. A sabedoria milenar garante a reposição dos mortos para dar garantia da sobrevivência das espécies, mas tudo dentro de um ciclo natural, onde a vida renasce depois da morte.

Essa relação de reposição também existe na natureza corporativa das empresas. Somos todos elementos que compõe a sofisticada engrenagem que faz girar a economia moderna. Assim como a abelha que colhe o pólen para alimentar a cadeia da colmeia, somos operários que trabalham para o sustento da nossa “colmeia” corporativa.

Nascemos para isso, pois desde pequeno nos perguntam o que seremos quando crescer. Quer dizer:  Que tipo de operário você vai ser quando crescer? Uma abelha operária (trabalhos braçais e intelectuais), uma abelha soldado (militares e afins), uma abelha rainha (empresários,  políticos e afins)? 

Nessa cadeia, somos ao mesmo tempo a essência e o descarte. Num dia somos a coisa mais importante para o lucro da corporação, no dia seguinte somos um número na lista de demitidos. Lembre-se de casos que vocês já viram: o diretor “fodão” de hoje é o desempregado “fudido” de amanhã, temporal, necessário enquanto dure. E isso não é característica de uma ou outra empresa, mas sim do sistema existente hoje.

É claro que demissões e contratações fazem parte do ciclo de vida corporativo, mas o que realço nessa história toda é a semelhança com o mundo “animal”. Quando uma zebra é morta nas pastagens da áfrica pelos leões, a manada de zebras fica nervosa e em pânico por alguns momentos, mas logo já esquecem a “companheira” morta e seguem a vida normal. Quando alguém é demitido, também existe uma algazarra inicial, mas que desaparece com o tempo.

Somos células desse complexo e portanto descartáveis, pois novas células irão nascer. Isso vale para toda pirâmide, desde o presidente  “abelha rainha” até o mais simples operário que colhe o “pólen” atrás de balcões e escrivaninhas.

Mas o ponto principal desse meu devaneio filosófico é exatamente o ponto que nos difere na vida animal na terra. Pergunto: diante disso tudo, o que acontece quando colocamos a corporação “colmeia” acima da vida pessoal?

 São muitos os empresários “fodões” que perdem suas famílias e outros tantos que sofrem de depressão, estresse e grandes vazios da alma diante da vontade de ser o “melhor leão da selva”. Mas o leão de verdade não pensa assim, pois depois que ele mata a zebra e alimenta sua família ele fica “um tempão” sem caçar de novo. A natureza sabe a hora de correr atrás da presa e a hora de deitar debaixo da arvore para descansar.

 O Homem moderno perdeu essa essência do descanso e dos prazeres simples da vida, e fica acumulando “zebras mortas”  que acabam fedendo e deixando um rastro de morte e putrefação por onde passam. Com isso eles deturpam a natureza das coisas, eles obrigam toda a cadeia a se alimentar sem necessidade, destruindo o mundo e fazendo da vida de todos uma corrida sem fim para o nada, ou melhor, para a morte sem renovação.

O “motivo maior”, aquilo pelo qual vale a pena viver,  ficou sem sentido e perdido em textos desvalorizados da Bíblia, Alcorão e do Torá. Somos crias de um sistema que nos esmaga como formigas e que não nos permite valorizar a vida em sua plenitude.

Somos pequenos em todas as “grandezas” que fazemos nessa corrida moderna, pois a essência das coisas esta exatamente na simplicidade e no amor pleno pela vida, seja por um simples inseto (mesmo um pernilongo) até um ser humano cheio de desejos, necessidades e amores.





terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Gavetas velhas

as vezes para podermos recomeçar
é preciso eliminar pesos extras
apagar coisas que não saem do lugar
recomeçar outras do zero
esquecer de vez aquelas pelas quais sofremos
de tanto desejar

esse trabalho é arduo
mas precisa ser feito
limpar gavetas velhas
dar lugar ao novo
dar oportunidade as coisas
não planejas entrarem em nossa vida

nem tudo que queremos é possivel
aquele toque de carinho
aquele telefonema especial que iria nos alegrar muito 
aquele sorriso de companheirismo diario

mas devemos agradecer
porque, se nos faz falta hoje
é porque já tivemos isso algum dia
e quem sabe voltemos a ter num futuro próximo
que somente a nossos sonhos pertencem.