Antes que a bandeira da vitoria
asteada possa ser
muitas pequenas derrotas
teremos de sofrer
A vida nos confronta com o inimigo
o medo e a dor são uma constante
gritos de vitoria antes da hora
nos enfraquecem a cada instante
Mas vencer é apenas um detalhe
na mente do forte já aconteceu
basta sair dos braços da sorte
uma realizade que ainda não morreu
Desafios daqui e dali
mortais um dia serão
mais um dia que nasce
no outro também já se vão
domingo, 24 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Perdão e mágoa
queria pedir perdão
a quem um dia magoei, sem saber porque
pois alguém também me magoou
e sem saber porque
também não perdoei
perdão e mágoa andão juntos
sempre a se anular
pois quando se perdoa de verdade
abrimos uma brecha para se amar
terei eu perdoado?
quem me dera isso fosse fácil
aquela que me magoou
no momento do perdão, eu sei
para sempre se apagou
a quem um dia magoei, sem saber porque
pois alguém também me magoou
e sem saber porque
também não perdoei
perdão e mágoa andão juntos
sempre a se anular
pois quando se perdoa de verdade
abrimos uma brecha para se amar
terei eu perdoado?
quem me dera isso fosse fácil
aquela que me magoou
no momento do perdão, eu sei
para sempre se apagou
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Abstrações juvenis
Um amiga especial me disse que é para eu ficar mais "abstraído”, ou melhor, “abstrair” os problemas que me cercam.
Pensando no que ela disse, eu viajei no tempo e encontrei lá no fundo um menino “desencanado” de tudo. Brincava em cima das arvores, não tinha medo das coisas, tinha fé e sorria muito.
Nessa pequena, mais frutífera viagem, o homem de quarenta se deparou com algo que já não é. Um jovem sonhador.
É triste essa constatação. Uma lagrima me engasga a garganta, de pensar no que já fui, nas coisas que sonhei, e hoje abandonei.
Um jovem idealista, sem medos, nem mesmo do maior de todos os medos...o amor. Não um amor qualquer, mas um amor pleno, um amor único e para sempre.
Quem ama plenamente se entrega de maneira única e sofre. Daí o medo.
Não sou tão leviano e simplório para falar apenas do amor de homem e mulher. Esse é muito importante e também muito sofrido. Mas não é tudo.
O amor pleno é maior que isso, mas acredito ser somente na juventude da alma que vivemos e somos felizes com ele.
O amor jovem e pleno é mais humano, acredita nas pessoas, em sua bondade e justiça. Amar as pequenas coisas que Deus nos deu, isso é amor pleno.
Mas já não sou mais tão crente e nem tão simples. A vida é dura e mostra sua face em cada esquina da desilusão, seja com um amor que se foi, uma vida que se perdeu ou uma amizade que por pequenas coisas morreu para sempre.
A vida passa, as dores nos transformam, as pequenas desilusões ficam grandes dentro de corações vazios e cheios de amarguras e frustrações.
Daí vem a gota final para acabar com a juventude humana: falta de amor próprio. Ela é a causa dos males mais profundos que vivemos. Desde uma doença até uma entrega na obsessão ao trabalho compulsivo. A falta desse amor essencial é causa da morte da juventude que um dia reinou em nossa alma divina.
Sim...divina. Todos nós temos uma essência divina, e com o passar dos anos e dos descuidos diários, somos levados a não acreditar e amar nossa essência. Trabalhamos pelo dinheiro e pelo poder. Vivemos pelo consumo e pela busca do belo vazio e morremos na crença de sermos ricos, cultos e bem sucedidos perante uma sociedade que destrói o próprio meio ambiente em que vive.
O amor próprio acabou e com ele o amor verdadeiro pelo próximo, pelos animais e pela vida em geral. Ajudar alguém hoje é sinônimo de trouxa, pois se a pessoa precisa de algo é porque não trabalhou, não foi produtivo, foi preguiçoso ou covarde. A justificativa sempre existe para não ajudar. Ajudar sem cobrar, ajudar sem jogar na cara ou pedir algo em troca. Isso não existe. Dar com uma mão sem a outra saber, já dizia o sábio.
Bom, tenho saudades de minha juventude. O garoto que ainda vive em mim quer sair da prisão. Quer ser mais abstraído, não colocar nos ombros algo que não me pertence. Ser mais sincero comigo mesmo e fazer o que eu realmente amo.
Difícil. Mas para um jovem de quarenta, a vida esta apenas começando...não é mesmo?
Pensando no que ela disse, eu viajei no tempo e encontrei lá no fundo um menino “desencanado” de tudo. Brincava em cima das arvores, não tinha medo das coisas, tinha fé e sorria muito.
Nessa pequena, mais frutífera viagem, o homem de quarenta se deparou com algo que já não é. Um jovem sonhador.
É triste essa constatação. Uma lagrima me engasga a garganta, de pensar no que já fui, nas coisas que sonhei, e hoje abandonei.
Um jovem idealista, sem medos, nem mesmo do maior de todos os medos...o amor. Não um amor qualquer, mas um amor pleno, um amor único e para sempre.
Quem ama plenamente se entrega de maneira única e sofre. Daí o medo.
Não sou tão leviano e simplório para falar apenas do amor de homem e mulher. Esse é muito importante e também muito sofrido. Mas não é tudo.
O amor pleno é maior que isso, mas acredito ser somente na juventude da alma que vivemos e somos felizes com ele.
O amor jovem e pleno é mais humano, acredita nas pessoas, em sua bondade e justiça. Amar as pequenas coisas que Deus nos deu, isso é amor pleno.
Mas já não sou mais tão crente e nem tão simples. A vida é dura e mostra sua face em cada esquina da desilusão, seja com um amor que se foi, uma vida que se perdeu ou uma amizade que por pequenas coisas morreu para sempre.
A vida passa, as dores nos transformam, as pequenas desilusões ficam grandes dentro de corações vazios e cheios de amarguras e frustrações.
Daí vem a gota final para acabar com a juventude humana: falta de amor próprio. Ela é a causa dos males mais profundos que vivemos. Desde uma doença até uma entrega na obsessão ao trabalho compulsivo. A falta desse amor essencial é causa da morte da juventude que um dia reinou em nossa alma divina.
Sim...divina. Todos nós temos uma essência divina, e com o passar dos anos e dos descuidos diários, somos levados a não acreditar e amar nossa essência. Trabalhamos pelo dinheiro e pelo poder. Vivemos pelo consumo e pela busca do belo vazio e morremos na crença de sermos ricos, cultos e bem sucedidos perante uma sociedade que destrói o próprio meio ambiente em que vive.
O amor próprio acabou e com ele o amor verdadeiro pelo próximo, pelos animais e pela vida em geral. Ajudar alguém hoje é sinônimo de trouxa, pois se a pessoa precisa de algo é porque não trabalhou, não foi produtivo, foi preguiçoso ou covarde. A justificativa sempre existe para não ajudar. Ajudar sem cobrar, ajudar sem jogar na cara ou pedir algo em troca. Isso não existe. Dar com uma mão sem a outra saber, já dizia o sábio.
Bom, tenho saudades de minha juventude. O garoto que ainda vive em mim quer sair da prisão. Quer ser mais abstraído, não colocar nos ombros algo que não me pertence. Ser mais sincero comigo mesmo e fazer o que eu realmente amo.
Difícil. Mas para um jovem de quarenta, a vida esta apenas começando...não é mesmo?
terça-feira, 19 de junho de 2012
Amor de outono
são poucos passos no caminho
e o vento gelado do outono a me acariciar
passo perto de você
e não sei o que esperar
seu perfume toca minhas lembranças
aquecendo uma chama quase apagada
viver o instante desse momento
é o que mais me agrada
se você não existisse
meus sonhos iriam te criar
mas já que você existe
vivirei para sempre e sempre te amar.
e o vento gelado do outono a me acariciar
passo perto de você
e não sei o que esperar
seu perfume toca minhas lembranças
aquecendo uma chama quase apagada
viver o instante desse momento
é o que mais me agrada
se você não existisse
meus sonhos iriam te criar
mas já que você existe
vivirei para sempre e sempre te amar.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Platonismo de um louco sempre apaixonado
Ontem vi um filme muito singelo. A história de um musico que conhece uma imigrante que vende flores e trabalha como doméstica. O filme se chama "Apenas uma vez" em inglês "one". Ele cantor e compositor, ela pianista. Ambos juntos começam a se conhecer, sem grandes expectativas. Ele sonhador e com o coração partido, ela mãe de uma linda menina e separada do marido pela distancia e por não se sentir valorizada por ele. Vou confessar que muitos não curtem esse tipo de filme. Sem explosões, socos, efeitos e nem era em 3D. Vejam só que “porcaria” de filme eu fui ver. Mas adorei. Confesso que até chorei no final e ainda nem sei direito o porquê.
Talvez seja pela beleza que só quem está apaixonado vê (não que eu esteja muito apaixonado, só um pouco) ou pela vontade de que o mundo possa ser diferente a cada instante, mas ele não é.
A esperança, como eu digo sempre, é nossa melhor amiga, mas como uma grande amiga ela também às vezes nos faz sofrer.
Lembro de todas as pessoas que amei na vida, amores diferentes, mas todos com a mesma força, pois amor é a maior das emoções. Amor de filho, de amigo, de companheiro, de pai e de amante. Todos eles têm sua beleza, todos têm alguma completude. Todos menos um. O chamado “amor platônico”. Esse só nos faz sofrer, destinado a ser algo incompleto eternamente, destinado a ser enfim platônico, ou seja, fica apenas no mundo das idéias.
Quando adolescente, sentia esse sentimento sempre, mas achava que era coisa da idade. Mas o tempo passou e eu aprendi que é coisa do ser humano, mas não um ser humano qualquer. Um ser humano diferente, idealista, sonhador, iludido e que sofre pela falta, pela vontade insaciável de um desejante que a cada dia renova sua esperança em algo que no momento não pode ter.
Quando se esta loucamente apaixonado platonicamente, o maior sofrimento é ver, a cada dia a pessoa amada ficar mais bela. Acho que funciona como bebida alcoólica, quanto mais se tem amor platônico, mais a pessoa amada fica bonita, atraente. Em contrapartida fica mais difícil se aproximar dela. È uma verdadeira armadilha de caçar urso, quanto mais se tenta tirar, mais apertado fica.
Mas diferente do desejo platônico dos bens materiais, que quando se tem dinheiro se pode conseguir o objeto do desejo, o amor platônico é difícil de ser obtido de forma tão simples. As variáveis envolvidas são muitas, desde a pessoa amada ser já comprometida, ou não ter você no radar, pois você não preenche os critérios para uma seleção, ou seja, você jamais estará na lista de pretendentes dessa pessoa amada.
Amor platônico não se desliga, não existe a chave mestra para apagar da mente a pessoa amada e toda sua beleza.
Não posso dizer que é de todo o mal esse tal amor. É nele que admiramos cada detalhe, uma pinta na mão que nem mesmo a pessoa conhece, um fechar de olhos, uma mão na cintura, um detalhe da roupa. Um mundo a ser desbravado, cada pedaço do ser amado é algo que é vasculhado, único, admirado, um ato quase doentio de admiração pura e sem malicia, pois os prazeres da carne, no amor platônico, ficam em segundo plano.
O plano maior é tocar, ser aceito, trocar um beijo, nem que seja roubado, nem que seja sonhado. As vezes invejo os amantes objetivos, onde não se tem sonho, apenas a realidade. Onde o ser amado ou esta com você ou ele não existe. Não há dor de amar sem ser correspondido, pois para os amantes realistas, amor não correspondido é apenas um flerte que não deu certo. Eles não aumentam, não idealizam, não sofrem com algo que não tem.
Mas o amante platônico não é assim. Poderia ficar horas descrevendo cada instante desse ato tolo de amar quem nem sabe que você existe. Mas prefiro me colocar como um admirador dos amantes platônicos. Pessoas fiéis, mas insensatas, sofridas e mal compreendidas, que buscam acima de tudo, uma alma gêmea, uma alma que tenha as mesmas cicatrizes que a sua e não o culpe por simplesmente AMAR.
domingo, 17 de junho de 2012
Canção para um surdo
muitas vezes sou como um surdo
não ouço o que a vida diz
sei que posso estar errado
mas sei que a vida canta, seja feliz
muitas vezes olho o mundo e nada vejo,
mas uma criança me faz ser diferente
ela olha o mundo
e vê o que eu sinto falta eternamente.
sei que as vezes sinto falta de você
mas quando me olho no espelho da solidão
vejo que não tenho nada para te oferecer
você tem razão
queria poder ver , escutar, ter um toque seu
mas sei que o mundo não pode me ajudar
sei então que sou normal
mas se é assim jamais irá me amar
sei as vezes sou um cara bem legal
mas ser o que já sou, me cansa ser assim,
mas sei que a vida vai então um dia me mostrar
o que será melhor para mim.
não ouço o que a vida diz
sei que posso estar errado
mas sei que a vida canta, seja feliz
muitas vezes olho o mundo e nada vejo,
mas uma criança me faz ser diferente
ela olha o mundo
e vê o que eu sinto falta eternamente.
sei que as vezes sinto falta de você
mas quando me olho no espelho da solidão
vejo que não tenho nada para te oferecer
você tem razão
queria poder ver , escutar, ter um toque seu
mas sei que o mundo não pode me ajudar
sei então que sou normal
mas se é assim jamais irá me amar
sei as vezes sou um cara bem legal
mas ser o que já sou, me cansa ser assim,
mas sei que a vida vai então um dia me mostrar
o que será melhor para mim.
sábado, 16 de junho de 2012
Amor em vão
quando meus olhos te tocaram pela primeira vez
foi magico, um banho de luz infinita me suduziu
tentei desviar meu olhar
mas foi em vão
depois foi minha mente enlouquecida
que a cada instante traçava um pedaço de ti em meus desejos
mente que trai o coração
e busca na ilusão algo que não se tem
por fim roubou minha alma
que pura e inocente se perdeu em seu perfume
e dessa derradeira armadilha não consegui fugir
pois quando a alma ama, o corpo inteiro irá padecer
depois de tanto zombar de mim, hoje você se foi para sempre
sua marca deixou, e jamais de mim sairá
mas meus olhos, minha mente e a alma pura
você jamais novamente possuirá
foi magico, um banho de luz infinita me suduziu
tentei desviar meu olhar
mas foi em vão
depois foi minha mente enlouquecida
que a cada instante traçava um pedaço de ti em meus desejos
mente que trai o coração
e busca na ilusão algo que não se tem
por fim roubou minha alma
que pura e inocente se perdeu em seu perfume
e dessa derradeira armadilha não consegui fugir
pois quando a alma ama, o corpo inteiro irá padecer
depois de tanto zombar de mim, hoje você se foi para sempre
sua marca deixou, e jamais de mim sairá
mas meus olhos, minha mente e a alma pura
você jamais novamente possuirá
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