terça-feira, 19 de junho de 2012

Amor de outono

são poucos passos no caminho
e o vento gelado do outono a me acariciar
passo perto de você
e não sei o que esperar

seu perfume toca minhas lembranças
aquecendo uma chama quase apagada
viver o instante desse momento
é o que mais me agrada

se você não existisse
meus sonhos iriam te criar
mas já que você existe
vivirei para sempre e sempre te amar.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Platonismo de um louco sempre apaixonado

Ontem vi um filme muito singelo. A história de um musico que conhece uma imigrante que vende flores e trabalha como doméstica. O filme se chama "Apenas uma vez" em inglês "one". Ele cantor e compositor, ela pianista. Ambos juntos começam a se conhecer, sem grandes expectativas. Ele sonhador e com o coração partido, ela mãe de uma linda menina e separada do marido pela distancia e por não se sentir valorizada por ele. Vou confessar que muitos não curtem esse tipo de filme. Sem explosões, socos, efeitos e nem era em 3D. Vejam só que “porcaria” de filme eu fui ver. Mas adorei. Confesso que até chorei no final e ainda nem sei direito o porquê.

Talvez seja pela beleza que só quem está apaixonado vê (não que eu esteja muito apaixonado, só um pouco) ou pela vontade de que o mundo possa ser diferente a cada instante, mas ele não é.

A esperança, como eu digo sempre, é nossa melhor amiga, mas como uma grande amiga ela também às vezes nos faz sofrer.

Lembro de todas as pessoas que amei na vida, amores diferentes, mas todos com a mesma força, pois amor é a maior das emoções. Amor de filho, de amigo, de companheiro, de pai e de amante. Todos eles têm sua beleza, todos têm alguma completude. Todos menos um. O chamado “amor platônico”. Esse só nos faz sofrer, destinado a ser algo incompleto eternamente, destinado a ser enfim platônico, ou seja, fica apenas no mundo das idéias.

Quando adolescente, sentia esse sentimento sempre, mas achava que era coisa da idade. Mas o tempo passou e eu aprendi que é coisa do ser humano, mas não um ser humano qualquer. Um ser humano diferente, idealista, sonhador, iludido e que sofre pela falta, pela vontade insaciável de um desejante que a cada dia renova sua esperança em algo que no momento não pode ter.

Quando se esta loucamente apaixonado platonicamente, o maior sofrimento é ver, a cada dia a pessoa amada ficar mais bela. Acho que funciona como bebida alcoólica, quanto mais se tem amor platônico, mais a pessoa amada fica bonita, atraente. Em contrapartida fica mais difícil se aproximar dela. È uma verdadeira armadilha de caçar urso, quanto mais se tenta tirar, mais apertado fica.

Mas diferente do desejo platônico dos bens materiais, que quando se tem dinheiro se pode conseguir o objeto do desejo, o amor platônico é difícil de ser obtido de forma tão simples. As variáveis envolvidas são muitas, desde a pessoa amada ser já comprometida, ou não ter você no radar, pois você não preenche os critérios para uma seleção, ou seja, você jamais estará na lista de pretendentes dessa pessoa amada.

Amor platônico não se desliga, não existe a chave mestra para apagar da mente a pessoa amada e toda sua beleza.

Não posso dizer que é de todo o mal esse tal amor. É nele que admiramos cada detalhe, uma pinta na mão que nem mesmo a pessoa conhece, um fechar de olhos, uma mão na cintura, um detalhe da roupa. Um mundo a ser desbravado, cada pedaço do ser amado é algo que é vasculhado, único, admirado, um ato quase doentio de admiração pura e sem malicia, pois os prazeres da carne, no amor platônico, ficam em segundo plano.

O plano maior é tocar, ser aceito, trocar um beijo, nem que seja roubado, nem que seja sonhado. As vezes invejo os amantes objetivos, onde não se tem sonho, apenas a realidade. Onde o ser amado ou esta com você ou ele não existe. Não há dor de amar sem ser correspondido, pois para os amantes realistas, amor não correspondido é apenas um flerte que não deu certo. Eles não aumentam, não idealizam, não sofrem com algo que não tem.

Mas o amante platônico não é assim. Poderia ficar horas descrevendo cada instante desse ato tolo de amar quem nem sabe que você existe. Mas prefiro me colocar como um admirador dos amantes platônicos. Pessoas fiéis, mas insensatas, sofridas e mal compreendidas, que buscam acima de tudo, uma alma gêmea, uma alma que tenha as mesmas cicatrizes que a sua e não o culpe por simplesmente AMAR.





domingo, 17 de junho de 2012

Canção para um surdo

muitas vezes sou como um surdo
não ouço o que a vida diz
sei que posso estar errado
mas sei que a vida canta, seja feliz

muitas vezes  olho o mundo e nada vejo,
mas uma criança me faz ser diferente
ela olha o mundo
e vê o que eu sinto falta eternamente.

sei que as vezes sinto falta de você
mas quando me olho no espelho da solidão
vejo que não tenho nada para te oferecer
você tem razão

queria poder ver , escutar, ter um toque seu
mas sei que o mundo não pode me ajudar
sei então que sou normal
mas se é assim jamais irá me amar

sei as vezes sou um cara bem legal
mas ser o que já sou, me cansa ser assim,
mas sei que a vida vai então um dia me mostrar
o que será melhor para mim.

sábado, 16 de junho de 2012

Amor em vão

quando meus olhos te tocaram pela primeira vez
foi magico, um banho de luz infinita me suduziu
tentei desviar meu olhar
mas foi em vão

depois foi minha mente enlouquecida
que a cada instante traçava um pedaço de ti em meus desejos
mente que trai o coração
e busca na ilusão algo que não se tem

por fim roubou minha alma
que pura e inocente se perdeu em seu perfume
e dessa derradeira armadilha não consegui fugir
pois quando a alma ama, o corpo inteiro irá padecer

depois de tanto zombar de mim, hoje você se foi para sempre
sua marca deixou, e jamais de mim sairá
mas meus olhos, minha mente e a alma pura
você jamais novamente possuirá

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Amor resiliente: um projeto para dois


Nossa vida é cheia de pequenos e grandes projetos. Mesmo quando crianças lidávamos com desafios que provocavam nossa criatividade, para poder conseguir o objeto do desejo, como um brinquedo, um passeio, uma aventura em lugares desconhecidos (ir na rua de cima). Nesses pequenos desafios diários a palavra que mais temos medo de acontecer é o fracasso e junto com ele a frustração.

Eu acredito que a culpa disso tudo é de nossa interminável e robusta esperança. Ela que nos obriga a tentar sempre, mesmo quando o sofrimento já dói todo o corpo, inclusive o coração.

Dos projetos da vida que mais sofremos, os projetos de amor são os mais importantes e os que menos temos sucesso. Do namoro platônico da infância e adolescência, aos romances relâmpagos da garotada de hoje, casamentos terminados, traições sem fim, cotidiano que nos sufoca...o projeto de amor já nasce errado. Vejamos algumas variáveis para esse projeto ser um fracasso, antes mesmo de começar. Vamos a elas:

Sorte: Temos de acertar na loteria. Conseguir achar no meio de milhões de pessoas a jóia rara, a tampa de ouro cravejada de diamantes de sua panela de ferro enferrujada. Praticamente uma mega sena acumulada 5 vezes e você com apenas um bilhete para apostar. Bom... eu nunca dei sorte e esse primeiro item do projeto Amor sempre achei impossível cumprir.

Procurar em danceterias, baladas, festas, pessoas que nunca vi mais gorda, e ainda ter sucesso, é algo que não creio ser possível. Os que acreditam em destino que me desculpem, mas a teoria da probabilidade nos condena. Somos seres altamente complexos e encontrar outro ser também altamente complexo onde as variáveis complexas tenham um encaixe perfeito não é sorte...é milagre.

Mas, e aqueles casais velhinhos que se amam até hoje? Como explicar tal amor? Sorte? NÃO. A sorte nas gerações antigas não existia também, mas outra variável a substituía: o conformismo e resiliência. A mulher e o homem poucas vezes se apaixonavam perdidamente e se o fizessem, a família condenava, pois geralmente não era a pessoa que eles tinham escolhido para você. Os casamentos arrumados, a necessidade de estar casado e socialmente aceito trazia um conformismo, que com o passar dos anos e dos filhos, se tornava amor. O amor era resiliente, criado dia a dia, sovado como massa em mármore sofrido, até criar liga e virar pão que alimentava as gerações. Hoje o “fast food” da paixão não permite você nem pensar em criar esse amor...não há tempo para isso. Todo o resto é mais importante: carreira, estudos, bens de luxo, carros caros, apartamentos com churrasqueira na varanda, i-“tudos”, facebook e solidão.

O fator sorte veio então, como uma desculpa para você não ter conformismo. Apostar em algo efêmero e depois jogar fora, pois afinal, não teve sorte mesmo. Para que tentar se ele ou ela não é o seu príncipe ou princesa encantada. A resiliência não existe, apenas a vontade de acabar logo aquilo que ainda nem começamos e partir pra outro bilhete da insana loteria do amor.

Isso me lembra outra variável insana: a aparência e o desejo pelo “Belo”;

Aqueles que possuem boa aparência, herdados pelos genes dos avôs resilientes, são um exemplo atual que o efêmero é algo maior que a verdade da vida. Vou explicar melhor. A sociedade atual valoriza a beleza externa. Quem a possui, ou por herança ou por dinheiro, vive para alimentá-la e fazer dela um poder que domina o mundo atual.

São novelas, shows de “reality”, revistas, internet, tudo valorizando o belo, de quem possui bens e sugerindo que “todos” podem chegar lá. Os feios, magros ou gordos demais, pobres, doentes e fracos são rejeitados, abandonados a própria solidão. Mesmo entre os iguais, entre os feios, não há valorização mutua, pois estão embriagados pelo desejo de ser belo e possuir o belo.

Poucos conseguem fugir dessa armadilha, todos sonham em ter dinheiro, para poder enfim ser belo, ser famoso, ser “alguém”. E esquecemos que o belo é efêmero, cai, quebra, adoece, morre, tanto como o feio. O belo um dia um feio será. Mas o feio se esquece disso e busca se eternizar no belo, mesmo que seja à custa de matar o verdadeiro belo que possuí: o amor incondicional;

As variáveis da complexa arte de amar se somam: sorte + aparência. Quem feio e pobre poderá um dia, entre milhões, conseguir o belo? E se dois feios buscam o belo, eles se anulam, e mesmo que se colocados um na frente do outro, não se enxergam. A cegueira pelo belo afeta a todos. Mas o belo cansa, o belo pelo belo não tem substancia. É bolinho de queijo sem queijo, uma promessa de algo que por ele mesmo se faz pó. Não existe belo verdadeiro sem recheio de vida, de amor, de dedicação e cuidados do ser amado.

Fazer projeto de amor não é fácil. Citei apenas duas variáveis, e existem dezenas de outras tão complexas como essas: paciência, companheirismo, carinho diário, sedução, entrega, criatividade e muito dialogo.

Se existe um projeto de amor, existe também uma necessidade por trás disso. Sem necessidade não há projetos. E a maior necessidade do ser humano é ser admirado como ele é, sem mascaras e sem vitrines enganadoras. É ser compreendido e amado mesmo sendo feio, gordo, magro, chato, raivoso ou amoroso demais.

Poucos são tão resilientes a esse ponto, mas os que conseguem um dia terão pão para muitas e muitas gerações felizes e bem alimentadas. O amor nosso de cada dia.




terça-feira, 12 de junho de 2012

Paixão faminta


Hoje é um dia diferente. É dia dos enamorados, dos amantes, dos apaixonados, estando acompanhados ou solitários. Paixão independe de estar ou não com alguém, pois acredito que os solitários nessa data, tem a paixão mais poderosa que a dos acompanhados.

Loucura o que digo? Deboche de quem está só? Não. Pensem num processo equivalente a fome. Quando se tem comida, a fome pode ser saciada de tempos em tempos e diminui. Quando a comida falta, sonhar com ela parece ser mais gostoso. Falar de comida com fome é outra coisa. Sentimos seu aroma, sentimos seu sabor em cada prato que lembramos. É assim com a paixão. Fome traz um desejo que os saciados já não sentem. Hoje dia dos namorados, os insaciáveis solitários imaginam, sonham com o passado e desejam um futuro com alguém, que muitas vezes só existe na sua imaginação faminta.

Faz oito anos que não sinto essa “fome” de paixão do dia dos namorados. E por incrível que pareça tinha esquecido a sensação de ser um “desejante faminto” oscilando entre o bom, o ruim e o sonho. Eu explico.

O “bom” é ter na esperança louca de quem deseja, poder encontrar alguém nesse dia, como nos filmes de comédia romântica, que as pessoas se encontram, se esbarram por acaso e no final desse dia mágico algo de bom acontece: o começo de uma paixão, o saciar dessa fome que parece não ter fim.

O ruim é quando o dia passa e os esbarrões não ocorrem. Chega a noite fria e sem perspectivas mas reais. A fome aumenta, o bom se vai, e a cabeça parece ser martelada com pensamentos de que algo errado aconteceu, ou pior, o errado sou eu.

Daí vem o sonho, aquele que nos abraça como uma miragem no deserto escaldante. Ele pode nos afagar acordado ou dormindo, mas o sonho, quando se tem fome de paixão, é algo incrível.

Nele tudo podemos fazer, mas com a condição de não nos machucarmos. De não ter uma “indigestão” amorosa, pois nele, a fome de paixão cria o ser perfeito, cria nossa alma gêmea. Alma que não cansa de nos alimentar, de nos dar prazer, de ser nossa companheira eterna, em momentos de alegria, prazer e cumplicidade.

Mas lembre-se. O sonho só vem após o bom e o ruim ocorrerem. A fome de paixão é o combustível desse sonho que nasce e morre, indo e vindo em nossas mentes, enquanto o desejo não virar algo real. Quando isso ocorre, a paixão real aos poucos mata o sonho, aos poucos a fome passa e o “feijão com arroz” real do dia-a-dia, toma o lugar do sonhos de pratos exóticos, de comida saborosa, de aromas e sabores que só nos devaneios do sonho de quem tem fome são possíveis.

E não tem jeito, a menos que você, tenha coragem de não comer mais o trivial, de fazer “dieta” e voltar a ter fome de algo novo, a nova paixão vai acabar virando apenas o prato feito que mata a fome, mas não alimenta mais paixão alguma. E não digo para trocar e buscar alguém novo. O grande segredo é com a mesma fonte de paixão, voltar a sonhar e acreditar que algo novo possa brotar, com aromas, sabores e delicias que uma paixão nova sempre pode proporcionar.

Dia dos namorados com fome é algo para poucos, que podem saborear momentos de sonhos únicos. Sonhos que jamais vão ocorrer, pois é da natureza de um sonho ser sonho, e da natureza humana acreditar neles...sempre !!!




terça-feira, 13 de março de 2012

Hollywood Project e o "busão" delivery

O "mundo" de Hollywood aprendeu a fazer projetos a muitas décadas atrás. Os grandes estúdios nasceram da crescente necessidade de produzir filmes com um certo padrão estético, em escala e que fossem lucrativos. Mas nem sempre foi assim. No inicio o cinema era "caseiro", com produções que mais pareciam peças de teatro filmadas e não tinham a estrutura atual, como áreas específicas que cuidam de cada parte da construção de uma bela imagem.

A indústria do cinema nasceu a partir dessa necessidade de criar um mundo de fantasia que envolvesse o espectador e gerasse lucro diante de um único objetivo: diversão.




Para desenvolver as mega produções foram criadas áreas especificas para produção dos filmes e que foram categorizadas em gêneros, como o Western, Comédia, Drama, etc. Essa classificação ajudava na produção, pois as áreas acabavam se especializando em determinado gênero, aumentando a produtividade, diminuindo custo e garantindo qualidade  nas "entregas" dos filmes nas telas de todo mundo.

Alguém já sentiu essa mesma necessidade dentro das empresas? criar uma especialidade e focar para garantir entregas rápidas, econômicas e com qualidade?
Esse "máxima" já identificada por Hollywood  na década de 20, por incrível que pareça, ainda causa espanto em muitos gestores de grandes empresas. Muitos deles ainda acreditam ser possível fazer diversos "grandes" projetos pela mesma equipe e garantir tempo, qualidade recorde e claro sem gastar muito.

Um amigo colocou a seguinte placa na sua mesa:

"O Impossível fazemos na hora. Milagre só amanhã!".





Vamos fugir um pouco da questão complexa que envolve fazer filmes e vamos a um contraponto, onde darei um exemplo mais simples da realidade que vivemos no desenvolvimento de projetos complexos nas empresas.

Imagine que você precise pegar um ônibus para determinado local, mas esse ônibus é diferente dos demais, ele tem um motorista que vamos chamar de "sr. Flexível".
O ônibus não possui itinerário definido. O motorista atende ao pedido de cada passageiro que entra no ônibus. O pedido do último passageiro a entrar no coletivo é quem determina a próxima parada. Pergunta: Caso seu destino seja a Av. Paulista e o passageiro que acaba de entrar pedir para ir para Diadema, quando você vai chegar a seu destino?
Agora faça uma associação desta metáfora com as empresas atuais:

O Ônibus é a empresa, o motorista é a equipe de projeto, os passageiros são os gestores e os projetos os destinos de cada um. 

Ninguém vai chegar a lugar algum com satisfação e qualidade (ônibus perdido e sem destino), o custo vai ser altíssimo (combustível gasto sem critério e foco) e a equipe (motorista) vai ficar ouvindo reclamações o dia todo, cada um querendo priorizar seu destino (projetos sem fim).

Uma simples metáfora, mas com grande visibilidade do problema que enfrentamos nas grandes corporações hoje em dia.

Mas existe solução? quem  poderia otimizar esse "Ônibus", ajudar esse "motorista" e fazer os "passageiros" se entenderem e chegar em um lugar comum com agilidade, qualidade e baixo custo?

Retomando a questão dos filmes e das grandes produções, é raro vermos um grande diretor de cinema, como Wood y Allen, Spielberg ou Tarantino fazendo cinco filmes ao mesmo tempo. O segredo deles é o foco, gerenciando a equipe em busca de um grande filme por vez. E veja que os orçamentos deles são infinitamente maiores que a maioria dos projetos que trabalhamos em nossas empresas. O risco é alto, mas o compromisso e foco são maiores ainda.

No ambiente corporativo tradicional, já existem algumas iniciativas para garantir o foco, aumentar a transparência e o compromisso de todos. São os chamados  frameworks “Ágeis” em desenvolvimento de projetos. Eles nasceram dessa necessidade crescente e alguns já tem mais de 20 anos de aplicação em projetos pelo mundo.
A essência desses frameworks “Ágeis” são o foco na entrega com valor agregado para quem vai utilizar o produto final, com time especializado, auto gerenciável e dedicado e definição clara da "visão" do projeto, ou seja, do "destino" que seu ônibus quer chegar.

Um desafio que cada um “sente  na pele”, mas poucos tem a coragem de mudar.

Mas sejamos positivos, pois a indústria do cinema levou mais de cem anos para chegar nesse patamar de foco e qualidade e nós ainda...eu repito... “AINDA”  temos tempo para aprender a gerenciar e priorizar  nossos "destinos".